Insónia

Abril14

Pé ante pé devagar
eu sinto-te.
Adivinho o teu respirar
ouço o teu arrastar,
proximo, pressinto-te.

Não há pássaros, não há vida
só o vento a soprar.
Despertas-me para que perceba,
que voltas para me embalar.

E ai largo tudo por ti
deixo-me calmamente levar,
não adianta resistir
a mim, ao certo, que virá.

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