Penitência
Segurando tocando meus ossos
Esmagados os derroto
Derretendo tomo teus esboços
Emaranhados os corto.
Seja feita a vossa vontade
Apagando todas cinzas,
Acendo então minha verdade
Corcundo as nossas vidas.
E mostrando vontade verdade
E então paro, exploro.
Destilo sem não minha cidade
Me conjugo me imploro.
E me crucifixo, desloco-me
E paro, escuto, olho,
E traço desnudo, orgulho-me!
Então passo meu orvalho…
… … … … … … … … … … … …
Mas esqueço e glorifico-me.
Byron (Miguel Costa) – Parnásio Lusitano – 1999

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