A lua

Janeiro2
“Por que tens, por que tens olhos escuros
E mãos languidas, loucas, e sem fim
Quem és, quem és tu, não eu, e estás em mim
Impuro, como o bem que está nos puros ?
Que paixão te fez os lábios tão maduros
Num rosto como o teu, criança assim
Quem te criou tão boa para o ruim
E tão fatal para os meus versos duros?
Fugaz, com que direito me tens presa
A alma, que por ti soluça nua
Não és Maria e nem Teresa:
E és tão pouco a mulher que anda na rua
Vagabunda, patética e indefesa
Feiticeira Lua”
por Vitor Cohen Tourais, colocado em Sem categoria | Sem comentários »

Separação

Janeiro2
“De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.”
por Vitor Cohen Tourais, colocado em Poesia | 1 Comentário »

Sexo

Janeiro2
“Efémero, carnal, deleitoso,
É assim que me deixas louco!
Tu! Será amor? Será paixão?
Não!
És tu, com teu corpo de sereia!
Corpo ardente, louco de desejo,
Desesperado pelo toque suave,
Da paixão? Do amor? Não!
Toca, sente, delicia-te!
Não dura para sempre, não…
É efémero…
Instinto animal, inato,
Impossível de esconder, disfarçar,
Sempre querendo sair, expandir!
Vem, sacia o meu corpo, tu!
Esquecendo a alma perdida…
Abraça-me! Beija-me!
Minhas mãos te percorrem…
Teus lábios me percorrem…
E aí sim, chegamos juntos!
Ao descanso…”
por Vitor Cohen Tourais, colocado em Poesia | Sem comentários »

Pensamento

Janeiro2
“Pensando te sonhei…
Pensando te desejei…
E a pensar nas tuas letras cantando,
Minha essência tocaste ao de leve…
Pensando te senti…
Pensando te descobri…
E a pensar na tua alma vagueando,
Meu coração derreteste como neve…
Pensando te amei…
Pensando te perdi…
Neste corpo em tormento brando,
Repleto de alegria e felicidade breve…”“Pensando te sonhei…
Pensando te desejei…
E a pensar nas tuas letras cantando,
Minha essência tocaste ao de leve…
Pensando te senti…
Pensando te descobri…
E a pensar na tua alma vagueando,
Meu coração derreteste como neve…
Pensando te amei…
Pensando te perdi…
Neste corpo em tormento brando,
Repleto de alegria e felicidade breve…”
por Vitor Cohen Tourais, colocado em Sem categoria | Sem comentários »

Musica – 1995 – Coimbra

Janeiro2
“A música doce, encanta-me,
Música calma, entristece-me.
Mágoas passadas, doridas…
Escondo-me por entre letras…
Nada mais me resta,
Senão este torpor invisível
Debatendo-se no meu corpo,
Procurando a tua alma…
Encontrarei? Não sei…
Mas prometo-te algo:
Não mais te procuro.
Encontra-me se queres.
Se me chamavas, não ouvi.
Mas senti! Onde estás?
Diz-me! Sofro, preciso…
Encontra-me e abraça-me…
Só isso peço, nada mais.
Um abraço teu, doce…
E na calma serei
Tua metade de sonho…”
por Vitor Cohen Tourais, colocado em Poesia | Sem comentários »

Inútil

Janeiro2
“Sinto-me frio. Chove.
Inverno na minha alma…
Lá fora ignoram
Passam e não olham.
Inútil dor e lágrimas,
Inútil vida, minha.
Minha? Será mesmo?
Nem isso mereço… se calhar
Ou sim
Alguém sofre por mim.
Serei mau! Serei cruel!
Fui forte quando não devia,
E agora deveria ser forte…
Fui fraco…
E lá longe, lágrimas…
De alguém…
Dor apenas e um fio de água,
De esperança, que corre
Inútil…talvez não, talvez sim,
Não voltarei atrás!
Não mais quero chorar.
Não mais sofrer…
Mas é minha sina,
Pelos pecados,
Meus …
Do mundo …
Pelas diferenças…
Encolho-me na cama…
E adormeço
Sem conseguir dormir…
Nada mais quero…
Nem letras…
Deixem-me…”
por Vitor Cohen Tourais, colocado em Sem categoria | Sem comentários »

Descanso

Janeiro2
“Recostado no sofá, meu corpo desliza…
Minha cabeça vagarosamente declina…
Meus olhos suavemente se encerram…
E a alma, já cansada, solta a máscara…
A roupa descai, como carícia ela é sentida…
Uma mão terna, irreal, percorre o ombro…
Lábios doces e gentis minha face exploram…
Um corpo desejoso de sensações, suspira…
A ténue barreira entre o místico e o real,
Desfaz-se, evapora-se, e torna-os num só.
Valores mais altos então se elevam…
As estrelas, cúmplices, apenas sorriem…
E o sonho, a fantasia, dá lugar à realidade,
Concebida estranhamente no meu ser…
E nesses breves e intensos momentos,
Ventura e prazer, abundam pelo ego…
Mas breve, volátil, imaginária…
Tua lembrança desvanece nas serenas
Planícies do espírito solitário, meu…
E assim adormeço para a eternidade…”
por Vitor Cohen Tourais, colocado em Sem categoria | Sem comentários »

O amor (introspectivo)

Janeiro2
“O amor …
É um ser sombriamente sábio
e grosseiramente magnífico.
Sabe demais para ser céptico,
é demasiado fraco para ter o orgulho dos estóicos!
Entre dois seres paira sem saber
se reagir ou descansar!
Não ousa considerar-se
nem Deus nem fera!
Hesita em preferir
o espírito ao corpo;
só para morrer nasceu!
Só para errar raciocina!
A sua razão é igualmente ignorante!
Quer pense pouco ou demasiadamente…
Um caos de pensamento e de paixão
De raiva e de querer …
De dor e de sofrer …
De riso e de prazer … tudo misturado…
A si mesmo agrada e desagrada.
Existindo meio para as alturas, meio para a profundeza!
Magnífico senhor de todas as coisas…
… e contudo a todas preso!
Juiz único da sua verdade,
atirado para o erro sem fim!
Glória !
E mesmo assim enigma do mundo!!!”
por Vitor Cohen Tourais, colocado em Sem categoria | Sem comentários »

Acreditas

Janeiro2
Acreditas nos sonhos?
Vejo a tua imagem!
Repouso em ti a fronte
Não sei
Mas sei que no repousar
sobre o teu peito
sem fechar os olhos
No lançar dum olhar para cima
vejo o rosto de um anjo!?!?!
Da mulher que amo ?!
Acreditas naquele que em ti repousa???
Poderás manter a tranquilidade ?
Não o creio, mas sei…
Ao inclinar a fronte
sobre teu peito
Este se agita demasiado
para permitir o sono …
Apenas o amor e a paixão
Ficam acordados …
por Vitor Cohen Tourais, colocado em Poesia, Rascunhos | Sem comentários »

Onde estás

Janeiro2

Horas sós…

Em que te concebo próxima,

Mansamente fecho os olhos…

.. e viajo ao teu encontro!

Voo além mar…

E aplano todas a barreiras…

..Que o planeta e a vida teimam erguer!

Voo ainda mais longe…

Sem sair daqui…

Num passe de mágica

…num sonho…

Voo ainda mais longe

…ainda mais além!

Profundamente…

Perdidamente apaixonado!

Eu que…esqueço tudo!

Perco a noção do tempo…

…E até do espaço!

E tudo é e flui em mim, de mim.

Todas as cores do mundo…

…assim existem!

Todos os sons e sabores.

Eu posso e sigo assim feliz!

Só por… sonhar-te e desejar-te!

E acordo…

A negra luz, rasga a bela noite

e o meu sonho… por estares tão longe…

desfaz-se em mil pedaços…

Olho em volta…

Estou mais uma vez sozinho.

Só a saudade…

…habita o mesmo espaço meu!

Um caos de pensamento e de paixão

Minha alma solitária deambula…

Sem querer parecer lúdico…

Amar incondicionalmente.

Um amor único.

Talvez tu…”

por Vitor Cohen Tourais, colocado em Poesia | Sem comentários »
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