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Fevereiro3

Descarregar Texto Integral

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por Miguel Costa, colocado em Poesia Plástica, Poesia Visual | Sem comentários »

Profecia

Janeiro27

Sente o pulsar na ponta dos dedos,
revive as memórias ao pormenor
expulsa um a um os teus medos
morre, se preciso, por algo maior.

Enfrenta o perigo dos dias,
da noite nada tens a temer
ela é a base das tuas alegrias
vêm comigo e deixa-te adormecer.

Deixa a energia que passa por ti fluir
nao a sustenhas pelas rédeas domada,
uma égua brava deixa de resistir
mas sua cabeça não é dominada.

Despe os teus farrapos lavados
concentra-te na tua missão,
livra-te de tormentos pesados
e luta firme com ambição.

Quando as forças te faltarem
não lamentes quanto a vida dura,
entrega-te quando te procurarem
a Lugubre Santa Cura.

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por Lugubre Santa Cura, colocado em Sem categoria | Sem comentários »

Parto

Janeiro13

Numa noite que iluminava
um vasto campo de cruzes
escondido está o que amava
na caverna negra de luzes

levanta-se finalmente o vento
arrastando o fetido odor
descobre o local no momento
quando ouve o gemido de dor…

Do monte de carne decomposta
que outrora fora virgem pura
surge algo entre a fina crosta
é sim, é Lugubre Santa Cura!

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por Lugubre Santa Cura, colocado em Sem categoria | Sem comentários »

Reflexions

Janeiro6

Pingos de luz os agarras tu ,
com eles meus olhos os serpenteias e penteias,
misturas-te tu nas tuas frias lavadas lágrimas
com que me dás a beber as minhas tão tuas lembranças.
Por cima da tela de teu passado cresce germinante
a vida que te corta e que te pouco importa,
aquela que tu simplesmente embalas e que
teu materno leite de musgo feito a beber dás.
Como se alimentam de ti,
aquelas criaturas que em ti
habitam.
Duas criaturas se deixam ceder na tua tentação,
que escorrem remoinhos de multi-colores memórias
que em ti te permanecerão riscadas.
Lavo meu olhar nas lágrimas de cristal que liquidificam
sombras de um passado que para ti mais observas como
teu presente.
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por Miguel Costa, colocado em Musas Visuais, Poesia | Sem comentários »

Chuva de Quinta-Feira

Janeiro6

Abro minha janela, pego em minha sacola, saio em beijo sujo raspado no breve rosto de minha mãe, respiro um breve olhar e saio sem ver. Ao fundo das escadas parava o velho casmurro de sempre.

- Uma senha por… favor – Já desviava o olhar.
- Quanto é ?

Por baixo jorrava a água da chuva que batia em cima sem eu lhe ter dado conta que me presenteava por finos raiares azulados quais lá esperava a cada gota caída;

- 180 escudos se faz favor.
- Aqui estão.

Prata escura, fina e prateada líquida, como que se lhe tivessem posto as mãos nuas de um fantasma de fogo, jorrara para dentro de um bueiro, a monte pelos buracos expelidos pelas vigorosas máquinas de ferro, aço e chuva.

- Ora tenha um bom dia, uma boa viagem!
…esmoreci.

Já la tinha entrado em guarda-chuva fechado acordava-me adormecido, a meu ver dentro de uma hora já la estava. O ambiente era como o de um café de esquina, cheio e cheio de fumo, gentes gestos sacolas luz e chuva. Condenado nos vigorosos perfumes citadinos.
- Um bom guitarrista toca bem em qualquer guitarra! – Gritara o condutor meio ébrio de sono também ele de rijas barbas brancas de fazer lembrar idade igual para aquele veículo que conduzia, e que para seus passageiros, mal em si mesmo se segurava.

Crisp! Bizug! Zag! E lá nos movíamos nós para lugar mais distante.

Tacteei o meu lugar equilibrado enquanto a mim me fazia equilibrar, na infinita dança pelo veículo tomada.

Depois de sentado no solavancado assento, acentuei os meus joelhos enquanto juntava as minhas tralhas carregadas.

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por Miguel Costa, colocado em Prosa, Rascunhos | Sem comentários »

Comporto os sabores de sal

Janeiro6

Se te tentares lembrar, o ar de hoje cheira aquele que em tempos engolimos, aquela saliva entrelaçada que procurava filtrar o ar que suspiravas. O mar nesse dia fez-se lamber pelo ar em salpicos envolvidos em tacteantes nocturnas sombras,

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por Miguel Costa, colocado em Rascunhos | Sem comentários »

A lua

Janeiro2
“Por que tens, por que tens olhos escuros
E mãos languidas, loucas, e sem fim
Quem és, quem és tu, não eu, e estás em mim
Impuro, como o bem que está nos puros ?
Que paixão te fez os lábios tão maduros
Num rosto como o teu, criança assim
Quem te criou tão boa para o ruim
E tão fatal para os meus versos duros?
Fugaz, com que direito me tens presa
A alma, que por ti soluça nua
Não és Maria e nem Teresa:
E és tão pouco a mulher que anda na rua
Vagabunda, patética e indefesa
Feiticeira Lua”
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por Vitor Cohen Tourais, colocado em Sem categoria | Sem comentários »

Separação

Janeiro2
“De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.”
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por Vitor Cohen Tourais, colocado em Poesia | Sem comentários »

Sexo

Janeiro2
“Efémero, carnal, deleitoso,
É assim que me deixas louco!
Tu! Será amor? Será paixão?
Não!
És tu, com teu corpo de sereia!
Corpo ardente, louco de desejo,
Desesperado pelo toque suave,
Da paixão? Do amor? Não!
Toca, sente, delicia-te!
Não dura para sempre, não…
É efémero…
Instinto animal, inato,
Impossível de esconder, disfarçar,
Sempre querendo sair, expandir!
Vem, sacia o meu corpo, tu!
Esquecendo a alma perdida…
Abraça-me! Beija-me!
Minhas mãos te percorrem…
Teus lábios me percorrem…
E aí sim, chegamos juntos!
Ao descanso…”
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por Vitor Cohen Tourais, colocado em Poesia | Sem comentários »

Pensamento

Janeiro2
“Pensando te sonhei…
Pensando te desejei…
E a pensar nas tuas letras cantando,
Minha essência tocaste ao de leve…
Pensando te senti…
Pensando te descobri…
E a pensar na tua alma vagueando,
Meu coração derreteste como neve…
Pensando te amei…
Pensando te perdi…
Neste corpo em tormento brando,
Repleto de alegria e felicidade breve…”“Pensando te sonhei…
Pensando te desejei…
E a pensar nas tuas letras cantando,
Minha essência tocaste ao de leve…
Pensando te senti…
Pensando te descobri…
E a pensar na tua alma vagueando,
Meu coração derreteste como neve…
Pensando te amei…
Pensando te perdi…
Neste corpo em tormento brando,
Repleto de alegria e felicidade breve…”
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por Vitor Cohen Tourais, colocado em Sem categoria | Sem comentários »
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