Profecia
Sente o pulsar na ponta dos dedos,
revive as memórias ao pormenor
expulsa um a um os teus medos
morre, se preciso, por algo maior.
Enfrenta o perigo dos dias,
da noite nada tens a temer
ela é a base das tuas alegrias
vêm comigo e deixa-te adormecer.
Deixa a energia que passa por ti fluir
nao a sustenhas pelas rédeas domada,
uma égua brava deixa de resistir
mas sua cabeça não é dominada.
Despe os teus farrapos lavados
concentra-te na tua missão,
livra-te de tormentos pesados
e luta firme com ambição.
Quando as forças te faltarem
não lamentes quanto a vida dura,
entrega-te quando te procurarem
a Lugubre Santa Cura.
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Parto
Numa noite que iluminava
um vasto campo de cruzes
escondido está o que amava
na caverna negra de luzes
levanta-se finalmente o vento
arrastando o fetido odor
descobre o local no momento
quando ouve o gemido de dor…
Do monte de carne decomposta
que outrora fora virgem pura
surge algo entre a fina crosta
é sim, é Lugubre Santa Cura!
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Reflexions
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Chuva de Quinta-Feira
Abro minha janela, pego em minha sacola, saio em beijo sujo raspado no breve rosto de minha mãe, respiro um breve olhar e saio sem ver. Ao fundo das escadas parava o velho casmurro de sempre.
- Uma senha por… favor – Já desviava o olhar.
- Quanto é ?
Por baixo jorrava a água da chuva que batia em cima sem eu lhe ter dado conta que me presenteava por finos raiares azulados quais lá esperava a cada gota caída;
- 180 escudos se faz favor.
- Aqui estão.
Prata escura, fina e prateada líquida, como que se lhe tivessem posto as mãos nuas de um fantasma de fogo, jorrara para dentro de um bueiro, a monte pelos buracos expelidos pelas vigorosas máquinas de ferro, aço e chuva.
- Ora tenha um bom dia, uma boa viagem!
…esmoreci.
Já la tinha entrado em guarda-chuva fechado acordava-me adormecido, a meu ver dentro de uma hora já la estava. O ambiente era como o de um café de esquina, cheio e cheio de fumo, gentes gestos sacolas luz e chuva. Condenado nos vigorosos perfumes citadinos.
- Um bom guitarrista toca bem em qualquer guitarra! – Gritara o condutor meio ébrio de sono também ele de rijas barbas brancas de fazer lembrar idade igual para aquele veículo que conduzia, e que para seus passageiros, mal em si mesmo se segurava.
Crisp! Bizug! Zag! E lá nos movíamos nós para lugar mais distante.
Tacteei o meu lugar equilibrado enquanto a mim me fazia equilibrar, na infinita dança pelo veículo tomada.
Depois de sentado no solavancado assento, acentuei os meus joelhos enquanto juntava as minhas tralhas carregadas.
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Comporto os sabores de sal
Se te tentares lembrar, o ar de hoje cheira aquele que em tempos engolimos, aquela saliva entrelaçada que procurava filtrar o ar que suspiravas. O mar nesse dia fez-se lamber pelo ar em salpicos envolvidos em tacteantes nocturnas sombras,
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A lua
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Separação
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Sexo
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Pensamento
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