VIVA A ESCRITA….

Julho14

Viva a escrita e a vontade de escrever,

pois quando este Jorge morrer,

é a escrita que vai prevalecer,

e alguém vai ler,

vai gemer

ou rir

ou então irá limpar o cu ao que escrevi,

ou vomitar vezes sem parar

em palavras escritas

mas no fundo o que eu desejo,

é que essas palavras

estejam gravadas…

para sempre

e não me interessa

nem me faz impressão

que estas palavras

sejam gravadas no cu

de ti meu querido irmão…

por Monge Zen, colocado em Sem categoria | Sem comentários »

na escrita….

Julho5

na escrita, não há expressões, tacto, cheiro, audição… na escrita á o que nos quisermos…navego nas palavras ao sabor da minha imaginação, sinto-me tão feliz por fazer parte da escrita passada. presente e futura…

por Monge Zen, colocado em Sem categoria | Sem comentários »

Insónia

Abril14

Pé ante pé devagar
eu sinto-te.
Adivinho o teu respirar
ouço o teu arrastar,
proximo, pressinto-te.

Não há pássaros, não há vida
só o vento a soprar.
Despertas-me para que perceba,
que voltas para me embalar.

E ai largo tudo por ti
deixo-me calmamente levar,
não adianta resistir
a mim, ao certo, que virá.

por Lugubre Santa Cura, colocado em Sem categoria | Sem comentários »

BIOS

Fevereiro3

Descarregar Texto Integral

por Miguel Costa, colocado em Poesia Plástica, Poesia Visual | Sem comentários »

Profecia

Janeiro27

Sente o pulsar na ponta dos dedos,
revive as memórias ao pormenor
expulsa um a um os teus medos
morre, se preciso, por algo maior.

Enfrenta o perigo dos dias,
da noite nada tens a temer
ela é a base das tuas alegrias
vêm comigo e deixa-te adormecer.

Deixa a energia que passa por ti fluir
nao a sustenhas pelas rédeas domada,
uma égua brava deixa de resistir
mas sua cabeça não é dominada.

Despe os teus farrapos lavados
concentra-te na tua missão,
livra-te de tormentos pesados
e luta firme com ambição.

Quando as forças te faltarem
não lamentes quanto a vida dura,
entrega-te quando te procurarem
a Lugubre Santa Cura.

por Lugubre Santa Cura, colocado em Sem categoria | Sem comentários »

Parto

Janeiro13

Numa noite que iluminava
um vasto campo de cruzes
escondido está o que amava
na caverna negra de luzes

levanta-se finalmente o vento
arrastando o fetido odor
descobre o local no momento
quando ouve o gemido de dor…

Do monte de carne decomposta
que outrora fora virgem pura
surge algo entre a fina crosta
é sim, é Lugubre Santa Cura!

por Lugubre Santa Cura, colocado em Sem categoria | Sem comentários »

Reflexions

Janeiro6

Pingos de luz os agarras tu ,
com eles meus olhos os serpenteias e penteias,
misturas-te tu nas tuas frias lavadas lágrimas
com que me dás a beber as minhas tão tuas lembranças.
Por cima da tela de teu passado cresce germinante
a vida que te corta e que te pouco importa,
aquela que tu simplesmente embalas e que
teu materno leite de musgo feito a beber dás.
Como se alimentam de ti,
aquelas criaturas que em ti
habitam.
Duas criaturas se deixam ceder na tua tentação,
que escorrem remoinhos de multi-colores memórias
que em ti te permanecerão riscadas.
Lavo meu olhar nas lágrimas de cristal que liquidificam
sombras de um passado que para ti mais observas como
teu presente.
por Miguel Costa, colocado em Musas Visuais, Poesia | Sem comentários »

Chuva de Quinta-Feira

Janeiro6

Abro minha janela, pego em minha sacola, saio em beijo sujo raspado no breve rosto de minha mãe, respiro um breve olhar e saio sem ver. Ao fundo das escadas parava o velho casmurro de sempre.

- Uma senha por… favor – Já desviava o olhar.
- Quanto é ?

Por baixo jorrava a água da chuva que batia em cima sem eu lhe ter dado conta que me presenteava por finos raiares azulados quais lá esperava a cada gota caída;

- 180 escudos se faz favor.
- Aqui estão.

Prata escura, fina e prateada líquida, como que se lhe tivessem posto as mãos nuas de um fantasma de fogo, jorrara para dentro de um bueiro, a monte pelos buracos expelidos pelas vigorosas máquinas de ferro, aço e chuva.

- Ora tenha um bom dia, uma boa viagem!
…esmoreci.

Já la tinha entrado em guarda-chuva fechado acordava-me adormecido, a meu ver dentro de uma hora já la estava. O ambiente era como o de um café de esquina, cheio e cheio de fumo, gentes gestos sacolas luz e chuva. Condenado nos vigorosos perfumes citadinos.
- Um bom guitarrista toca bem em qualquer guitarra! – Gritara o condutor meio ébrio de sono também ele de rijas barbas brancas de fazer lembrar idade igual para aquele veículo que conduzia, e que para seus passageiros, mal em si mesmo se segurava.

Crisp! Bizug! Zag! E lá nos movíamos nós para lugar mais distante.

Tacteei o meu lugar equilibrado enquanto a mim me fazia equilibrar, na infinita dança pelo veículo tomada.

Depois de sentado no solavancado assento, acentuei os meus joelhos enquanto juntava as minhas tralhas carregadas.

por Miguel Costa, colocado em Prosa, Rascunhos | Sem comentários »

Comporto os sabores de sal

Janeiro6

Se te tentares lembrar, o ar de hoje cheira aquele que em tempos engolimos, aquela saliva entrelaçada que procurava filtrar o ar que suspiravas. O mar nesse dia fez-se lamber pelo ar em salpicos envolvidos em tacteantes nocturnas sombras,

por Miguel Costa, colocado em Rascunhos | Sem comentários »

A lua

Janeiro2
“Por que tens, por que tens olhos escuros
E mãos languidas, loucas, e sem fim
Quem és, quem és tu, não eu, e estás em mim
Impuro, como o bem que está nos puros ?
Que paixão te fez os lábios tão maduros
Num rosto como o teu, criança assim
Quem te criou tão boa para o ruim
E tão fatal para os meus versos duros?
Fugaz, com que direito me tens presa
A alma, que por ti soluça nua
Não és Maria e nem Teresa:
E és tão pouco a mulher que anda na rua
Vagabunda, patética e indefesa
Feiticeira Lua”
por Vitor Cohen Tourais, colocado em Sem categoria | Sem comentários »
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